RESUMOS

AS TICS E A EDUCAÇÃO


De Tecnologias da Informação e Comunicação a Recursos Educativos

Esse texto mostra o quanto as TIC podem auxiliar na melhoria do processo educativo. Desde que as mesmas sejam usadas como recursos educativos que visam a transformação da Escola.
No âmbito educacional, elas já se tornam indispensáveis. Mas o seu uso está encontrando barreiras, sejam elas estruturais ou pedagógicas. A ausência de infraestrutura para a utilização de determinadas TIC, como o computador. Uma ferramenta de valor inestimável que tem uma multiplicidade de uso. Sancho (1996) argumentou que as correntes condutivistas e neocondutivistas do ensino viram o computador como a máquina de ensinar, o sistema especializado ou o tutor inteligente por excelência. Às vezes, as escolas tem computadores, no entanto não tem pessoas capacitadas para lidar com essa nova tecnologia tão importante para o desenvolvimento do conhecimento dessas crianças e jovens que já a utiliza no seu cotidiano de forma aleatória.
As pedagógicas são as formas arcáicas de metodologia de ensino dominante, que são totalmente centradas no professor. E estes com formação inadequada para esse momento que requer um perfil diferente -mediador do conhecimento – estão alheios ao uso das TIC em sala de aula. E por não adotar visões educativas que desde o princípio do século XX, com o movimento da Escola Nova, contribuem com evidências sobre a importância de repensar o papel dos alunos, o conhecimento, a avaliação e a comunidade educativa na melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, não conseguem explorar o potencial dessas tecnologias.
No texto é citado o projeto School + Mais que um sistema informático para construir a escola do amanhã que tinha como objetivo a priori a implementação de novas perspectivas de ensino e aprendizagem incorporando as TIC. No desenvolvimento desse projeto ficou perceptível que há elementos imprescindíveis para que uma escola possa converter as TIC em recursos educativos diferenciais. E esses elementos são os sete axiomas de Robert McClintock, professor da Universidade de Columbia e diretor do Institute of Learning Technologies.
Segundo esse professor, é mais fácil conseguir fundos para comprar equipamentos do que para transformar as concepções e práticas educativas. Nesse contexto, ele propõe os seguintes axiomas:
▪ Infraestrutura tecnológica adequada;
▪ Utilização dos novos meios nos processos de ensino e aprendizagem;
▪ Enfoque construtivista da gestão;
▪ Investimento na capacidade do aluno de adquirir sua própria educação;
▪ Impossibilidade de prever os resultados da aprendizagem;
▪ Ampliação do conceito de interação docente;
▪ Questionar o senso pedagógico comum.
Para que as TIC alcancem o posto de recursos educativos que buscam a transformação da Escola é necessário que muitas barreiras sejam superadas, começando pela aplicação dos axiomas citados acima.



Ambientes Virtuais de aprendizagem: Rumo ao Futuro

Atualmente, a disponibilidade absoluta de informações é indispensável, no entanto, não é a quantidade armazenada que tem importância, mas as possibilidades intelectuais de lidar com elas, selecionando-as e organizando-as de modo a encontrar soluções para os problemas que vierem a surgir. E no âmbito educacional para que os estudantes adquiram essas habilidades requer um novo perfil do professor – o educador . Porém, a grande tarefa do professor ,hoje, é se habilitar a ser esse mediador, a ser educador. E a grande tarefa de nossa sociedade é a de viabilizar, por todos os meios, a formação, inicial ou continuada, desse educador.
Segundo Villardi e Oliveira(2005), a Educação a Distância se vem apresentando como uma possibilidade concreta de fazer a educação ultrapassar os centros urbanos, permitindo que a formação continuada de professores se faça pelo acesso a novas tecnologias.
O texto cita que as novas tecnologias de informação e de comunicação fizeram ingressar nos ambientes tecnológicos de treinamento e ensino um poderoso instrumental interacional, capaz de alterar, substantivamente, as possibilidades de relação entre os sujeitos envolvidos e, assim, viabilizar que, nesses ambientes, se criem as condições indispensáveis ao caráter dialógico da educação: as ferramentas de interação(FIs).
As FIs são divididas em dois grupos: as síncronas e as assíncronas. As síncronas tem o chat como principal representante, pois o mesmo tem multiplicidade de uso. As principais funções de um chat num ambiente interativo de aprendizagem:
▪ Sala de aula virtual. Espaço de encontro de professor com alunos, em dia e horário predeterminados, para discussões em tempo real.
▪ Sala de trabalho em grupo. Esse tipo de chat requer um número limitado de participantes, não há necessidade da presença do tutor ou professor, a fim de estudarem juntos determinados assuntos.
▪ Café virtual. Espaço de encontro social de alunos e professores, fora de momentos de tarefas específicas.
▪ ICQ interno. Permite que cada integrante do sistema saiba quem está conectado a cada momento, facilitando trocas informais entre alunos no momento que a dificuldade surge.
▪ Tutor on line. Permite que o aluno veja que o tutor está conectado á rede,on line, naquele momento, dirigindo sua mensagem a um tutor específico.
As assíncronas são:
▪ Lista de discussão;
▪ Mural;
▪ Fórum de discussões. Consiste na proposição de uma questão sobre a qual vão ser feitos comentários, que por sua vez, serão objetos de novos comentários, gerando uma “árvore” de ideias a partir de uma ideia inicial. O fórum pode ser iniciado pelo professor ou pelos alunos.
▪ Debate virtual. Trata-se de um fórum gerado não a partir de uma questão, mas de um texto, onde os fragmentos “iluminados” se constituem no alvo das reflexões solicitadas aos alunos.
▪ Prova virtual. É uma espécie de fórum “restrito”.
▪ E-mail.
▪ Perfil.
▪ Biblioteca virtual.
▪ Tira-teima.
▪ Portfólio.
Essas ferramentas só nos comprova o quanto a tecnologia está se tornando indispensável em todos os setores e a educação não pode ficar alheia a tudo isso. Senão, a penalizada será a sociedade.


Internet e Inclusão: otimismos exacerbados e lucidez pedagógica

O texto cita que a evolução da Internet se deu com a crescente digitalização e com a acessibilidade á banda larga. E essa evolução trouxe consigo um otimismo exacerbado sobre a possível democratização dos benefícios extensivos a todas as pessoas. No campo educacional não poderia ser diferente, no entanto é necessário lucidez pedagógica diante dessa situação.
No Brasil, o governo tem trabalhado na modernização tecnológica da gestão educacional de forma suave. O MEC tem incentivado a ampliação dos projetos EAD, como democratização do acesso ao conhecimento e á formação escolar de grande parcela da população brasileira em todos os níveis, incluindo o ensino superior. Propiciando o reconhecimento da tecnologia como elemento de qualificação do ensino. O Governo Federal encaminhou a oferta de ensino á distância na graduação e licenciatura nas universidades para suprir as necessidades de professores no Ensino Médio. No entanto, essa decisão deve ser analisada sob duas perspectivas: uma é que ela pode ser a solução para a formação de professores em resposta á demanda educacional e a outra é que a mesma poderá agravar o problema. Porque o modelo de ensino pautado nas TIC altera a relação ensino-aprendizagem.
E essa nova forma de relação requer uma mudança de postura do professor e profissional docente que precisa conhecer a tecnologia, as interfaces e identidades com seu objeto científico, sua metodologia de ensino, de avaliação e recuperação processual da aprendizagem. Para tornar possível a orientação e o encaminhamento dos estudantes diante dessas tecnologias como ferramentas de aprendizagem.E para que isso ocorra, os professores precisam uma formação de qualidade que seja pautada na necessidade do desenvolvimento científico e tecnológico.Que é encontrada na formação continuada que trabalha a profissionalização,mas é necessário que se tornem urgentes ações capazes de contextualizar a realidade da formação do professor , das condições de trabalho na escola, das políticas do MEC em nome da formação continuada, da emergência das TIC no meio educacional.
Segundo o texto, para que a Internet assuma caráter democrático e inclusivo, a educação deve empenhar-se no desenvolvimento do letramento digital, condição que ultrapassa a alfabetização como processo de codificação e decodificação da linguagem e da escrita.


Da Sociedade da Informação á Sociedade do Conhecimento

Analisando o texto: “Da Sociedade da Informação à Sociedade do Conhecimento”, pude observar como a evolução da sociedade teve fatores marcantes como: a evolução do próprio homem e as várias conotações que o mesmo atribuiu ao trabalho. O homem partiu do homo ruralis que tinha o trabalho como fonte de sobrevivência(Hardwork), em seguida veio o homo urbanis que trabalhava para acumular riquezas, surgindo assim o homo megalopolis que vivia em grandes centros urbanos alimentado pelo capital gerado pelo trabalho, sendo que esse trabalho tinha como suporte a informação(Softwork).E atualmente , temos o homo planetarius que está muito mais voltado para um trabalho intelectual que tem como suporte o conhecimento(Mindwork). Como resultado dessa evolução surgiu um problema que é como gerir esse conhecimento que é a base de tudo nesta sociedade contemporânea. Segundo Demo(1997), saber lidar com o conhecimento implica não só se ter meios para acessá-los, mas também a sua movimentação por meio da democratização do conhecimento e da sua disseminação com inteligência.Quando isso ocorrer , teremos uma sociedade mais democrática e com menos desigualdades sociais.O texto: “A Escola como Geradora e Gestora do Conhecimento: O Papel das Tecnologias de Informação e Comunicação”, relata o que a escola pode fazer para que isso aconteça.A escola deve ser geradora e gestora de conhecimento, mas enfrenta um grande desafio ao tentar assumir esse papel , porque a mesma ainda não tem estrutura para exercer tal papel, para que isso aconteça é necessário o empenho de todo o corpo escolar.A chance de que isso ocorra é com a implementação das TICs nas instituições de ensino, pois as mesmas permitirão que a escola seja geradora de conhecimento e não apenas gestora do mesmo. As TCIs auxiliarão o aprendiz na construção do conhecimento, criando ambientes de aprendizagem em que haja aspectos tanto de transmissão de informação quanto de construção, no sentido da significação ou apropriação desse conhecimento.


A Sociedade Atual e as Demandas para os Professores: Definindo a Primeira Linguagem


Atualmente, a atividade docente é analisada com base em competências e conhecimentos. Perrenoud (2000) conceitua competência como uma capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles.Fernandes (2004) define competência como o modo próprio de saber conduzir a profissão, utilizando para tanto, diversas fontes de recursos, sejam conhecimentos teóricos, experiências de vida profissional e pessoal.Com esse embasamento , podemos concordar com Fernandes(2004) quando diz que não basta ao professor ter competência em lidar com os recursos da informática, por se tratar de uma nova tecnologia requer outras competências e conhecimentos. E a Sociedade ao passar por transformações ,como o avanço da tecnologia, importa a todos os setores essas mudanças.A Educação não está isenta delas, a exemplo disso, temos a mudança do papel do professor, o mesmo passa a ser visto como o maior responsável pela introdução do computador no exercício do ensino-aprendizagem.Por isso, o exercício da docência nesta sociedade do conhecimento requer do corpo docente novas competências e novos conhecimentos,que tornem possível o uso deste novo recurso que é a informática.Para deter esse conhecimento de informática, os professores precisam passar por programas de formação em Informática na educação que tem como base em conhecimentos e competências técnicas e os mesmos devem estar voltados para a prática profissional.


Redes de Colaboração e Aprendizagem

O texto cita quais as principais redes de colaboração e aprendizagem que são muito úteis aos professores. Atualmente, os professores já pararam para observar a importância dessas inovações no processo de ensino e aprendizagem.
Nesse contexto,o conceito de letramento digital não pode ser esquecido. “O conceito de letramento, ao ser incorporado à tecnologia digital, significa que, para além do domínio de “como” se utiliza essa tecnologia, é necessário se apropriar do “para que” utilizar essa tecnologia.(...) No espaço escolar, contribuir para o letramento digital significa apresentar oportunidades para que toda a comunidade possa utilizar as Novas Tenologias de Informação e Comunicação como instrumentos de leitura e escrita que estejam relacionadas às práticas educativas e com as práticas e contextos sociais desses grupos.”(EDUCAREDE, 2007, p.12-13).
O educador pode utilizar os seguintes espaços virtuais na busca de sua própria formação continuada e conteúdos de seu interesse. Exemplos de Portais que organizam fontes e informações são o Portal do Professor do MEC; o Portal Educarede; o Portal do Instituto Claro,este apresenta a seção Observatório com artigos e um banco nacional de pesquisas relacionadas ao uso das tecnologias na Educação; e o Portal da Nova Escola.
Em relação ao uso desses espaços, Chiapini(2005) vê isso como algo produtivo na formação do professor e ele vai além quando diz que a formação do professor é fator imprescindível para que a escola consiga melhorar a capacidade do cidadão comunicante, uma vez que o professor pode adotar em sua prática cotidiana uma postura que subsidia e estimula o aluno a refletir sobre o que significa comunicar-se em nossa sociedade, como também aprender a manipular tecnicamente as linguagens e a tecnologia.


Perspectiva Sócio-Interacionista para a EAD

Uma das definições possíveis de EAD, conforme Villardi e Oliveira(2005), é de que se trata de uma modalidade educativa alicerçada na utilização de novas tecnologias, no estímulo às estruturas cognitivas operatórias flexíveis e em métodos pedagógicos que permitem que as condições inerentes ao tempo, espaço, ocupação e idade dos estudantes, por exemplo, não sejam condicionantes ou impeditivos para a aprendizagem.
Iniciar com essa definição que é totalmente inovadora em relação ao modelo tradicional de Educação a Distância, nos leva a refletir o quanto as novas tecnologias podem mudar as possibilidades da EAD, a mesma poderá enfrentar problemas como o isolamento, uma das causas do alto índice de evasão. E ainda pode fazer da EAD, a solução para a educação superior ultrapassar os centros urbanos e permitir que a formação continuada se faça pelo acesso a novas tecnologias.
Por interveniência da tecnologia o isolamento será substituído pela possibilidade de aprender junto, de construir coletivamente na Educação a Distância. O que muda completamente a relação que se estabelecia entre um aluno solitário e seu material de estudo, pois a mesma amplia-se pelos caminhos da interação com o tutor, com os outros alunos e com o próprio material permitindo a transformação de informação em conhecimento.
Utilizar a EAD no processo de formação continuada dos professores pode ser o caminho para a democratização do uso das tecnologias. No entanto, é necessário que o professor ao participar desse processo incorpore essas novas formas de aprender, transportando-as para sua realidade de sala de aula. Com isso, tornará possível a possibilidade de oferecer a milhões de crianças brasileiras, hoje já excluídas das conquistas da tecnologia, em termos de bem-estar social, uma formação adequada ao enfrentamento da vida adulta, capaz de, analisando, compreender os processos socioculturais em que se insere; capaz de, trabalhando em equipe, contribuir para o crescimento do grupo; capaz de, convivendo com a diferença, experimentar a vivência democrática; capaz de exercer plenamente a cidadania.
Para Villardi e Oliveira, tudo isso é possível desde que a EAD passe a ser trabalhada sob a perspectiva sócio-interacionista. Na qual a ação educativa seja mais flexível, aberta e interativa. E tornando possível a formação de docentes críticos, ágeis e criadores.


Tutoria a Distância: Competências do Professor Invisível

Segundo Demo(1998), a educação a distância não dispensa o professor, embora o mesmo tenha que agregar ao seu perfil novas exigências cruciais, como saber lidar com materiais didáticos produzidos com meios eletrônicos, trabalhar em ambientes diferentes daqueles formais da escola ou da universidade, acompanhar ritmos pessoais, conviver com sistemáticas diversificadas de avaliação.
O tutor é o responsável por uma conexão maior dos alunos aos conteúdos do curso ministrado. E essa conexão só é possível quando os alunos tem autonomia em lidar com os ambientes virtuais que serão utilizados no processo de aprendizagem, e novamente se requer um tutor que lhes propiciem essa autonomia através dessa nova relação que surgiu com a utilização da tecnologia como recurso educativo.
Diante dessa nova realidade, o tutor que assume outras denominações como:assistente, assessor, professor acompanhante, mentor, mediador , facilitador. Tem que possuir competências que lhe possibilitem o bom desempenho de sua atividade.
O texto trabalha quais competências, baseado em abordagens teóricas, são necessárias ao professor. As três abordagens escolhidas foram dos seguintes autores: Maurice Tardiff, sociólogo e filósofo canadense que leciona na Universidade de Montreal; Philippe Perrenoud, autor de obras clássicas sobre o tema, como Construindo competências desde a escola; Antônio Nóvoa, professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Universidade de Lisboa.
Tardiff(2002) prefere a expressão “saberes docentes”, em vez de competências. Para ele, o saber do professor é plural, porque é composto de saberes de variadas áreas do conhecimento. Então, o mesmo apresenta como saberes docentes necessários:
▪ Os saberes da formação profissional, transmitidos pelas instituições de formação;
▪ Os saberes disciplinares, pertencentes ás variadas áreas do conhecimento;
▪ Os saberes curriculares, que correspondem aos discursos, aos objetivos, aos conteúdos e aos métodos constantes dos programas escolares, que o professor precisa saber aplicar;
▪ E os saberes experienciais, que são desenvolvidos pelos professores em sua própria prática, no exercício de suas funções.
Para Antônio Nóvoa(1991), a construção da identidade do docente tem alicerce nos “três A”:
▪ Adesão(a princípios, valores, projetos coletivos);
▪ Autonomia(de julgamentos e decisões);
▪ Autoconsciência(que permite uma atitude reflexiva sobre a própria ação).
E Nóvoa conclui, “a identidade é um lugar de lutas e conflitos, é um espaço de construção de maneiras de ser e de estar na profissão”.
Já Perrenoud(2002) busca a formação do profissional prático, reflexivo, investigador e crítico, tornando-se a formação uma busca de desenvolvimento profissional constante e de construção de novos saberes. Ele identifica dez grandes “famílias” de competências que se resume em :
▪ Um professor que seja o organizador de uma pedagogia construtivista;
▪ O criador de situações de aprendizagem;
▪ O administrador da heterogeneidade;
▪ O regulador dos processos e percursos da formação.
Com base nessas abordagens teóricas, é possível determinar quais as competências que o tutor necessita no desempenho de sua atividade. Todos os saberes citados por Tardiff, com mais ênfase para o de formação profissional e o disciplinar.Em relação aos três “A” de Nóvoa , os mais importantes são: a adesão do professor a projetos coletivos ; a autonomia para enfrentar situações e formas de interação novas e a autoconsciência necessária à reflexão e à crítica de uma prática docente tão inovadora e mutável. Já segundo Philippe Perrenoud, todas as competências são aplicáveis ao tutor.
Gutierrez & Prieto(1994) falam sobre as qualidades específicas do tutor, eles as enumeram em seis:
▪ Possuir clara concepção de aprendizagem;
▪ Estabelecer relações empáticas com seus interlocutores;
▪ Sentir o alternativo;
▪ Partilhar sentidos;
▪ Construir uma forte instância de personalização;
▪ Facilitar a construção do conhecimento.
E os mesmos ainda destacam algumas atividades do tutor, como o acompanhamento, a retroalimentação, a avaliação e a constituição da memória do processo de aprendizagem, a liderança e a mediação de reuniões grupais e o estabelecimento de redes de comunicação e informação.
Diante dessas observações, podemos inferir que as competências do tutor ainda precisam de estudos mais profundos para que se possa determiná-las com mais precisão, pois todos eles ainda são muito voltados para as atividades docentes presenciais.